Tão logo pus os pés no pavilhão da bienal e já mirava, determinada, o espaço da galeria Paulo Darzé na SP-Arte de número dezenove.

Era o objetivo primordial da minha “check list”, não apenas a visita ao estande mas o abraço caloroso e a celebração dos 50 anos de arte do querido Almandrade.
Arquiteto, artista, poeta e profundo estudioso de nossa realidade artística, Almandrade era todo sorrisos e gentilezas, comportamento típico, exatamente como o que presenciei em 2019 quando percorremos juntos a exposição do artista “Pensar o Jogo”, no Museu da República à época.

Mas os sorrisos de ontem eram especiais. Tinham aquela malícia das autoconfissões feitas em solilóquio, um precioso rememorar de 50 anos.
Vastíssimo insumo mental para um dos grandes nomes da arte concreta brasileira.
Vida longa, querido Almandrade!
Comemore! Nossa arte merece.

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